Anteontem, no Dia das prostitutas, acabou a montagem de NMVF. Do primeiro dia de processo, em 10 de janeiro, são quase cinco meses. De dias úteis, devem ter sido uns dois. Com o que tínhamos em mãos, com o que foi filmado nas tardes de 20 a 22 de dezembro, é isso aí.
Dois dos que assistiram, Igor (Caiê) e Gustavo (Korontai), foram educados. Tiago (Cavalcanti), o terceiro elemento e que foi igualmente polido, acrescentou porém ao final, mas disse que precisava rever. Não sei se foi para me agradar que acrescentou adendo da revisão, mas curti. Pior seria a indiferença, que é um crime, já dizia William.
Próximo passo é enviar para finalização, ver detalhes de design, créditos e afins. Sem prazos e sem pressa, todo mundo na brodagem. Período mais longo já passou.
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sábado, 4 de junho de 2011
terça-feira, 31 de maio de 2011
Pré-jogo
Foto: David Campbell
Ao longo dos meses do blog de NMVF, tentei evitar posts escritos às pressas e, principalmente, antes de algo que pudesse resultar em novidade. Primeiro porque poderia me arrepender do que disse, segundo porque evitaria o trabalho de atualizar duas vezes no mesmo dia (geralmente processo é mais interessante que escrever sobre), depois porque pessimismo e superstição me adoram, ainda que não exista recíproca.
Mudamos hoje. Se tudo der certo, daqui a pouco me encontro com Gu(stavo Korontai). Se tudo der certo, finalizamos montagem. Tudo deu certo com David (Campbell) e imagens pendentes. Bora ver no que dá.
Ps: Nossa locação não é mais a mesma. Concordo com autor.
Mudamos hoje. Se tudo der certo, daqui a pouco me encontro com Gu(stavo Korontai). Se tudo der certo, finalizamos montagem. Tudo deu certo com David (Campbell) e imagens pendentes. Bora ver no que dá.
Ps: Nossa locação não é mais a mesma. Concordo com autor.
terça-feira, 3 de maio de 2011
Mimimi
A menos que ele seja perdido, por acaso ou crueldade extremas, não volto a dar nenhuma má notícia referente ao filme. Uma coisa é a crítica, a reclamação, a revolução; outra coisa é ter síndrome de vítima. Por mais que eu, como realizador, saiba o que acontece, eu como leitor não suporto "mimimi", e acho que estou longe de ser exclusivo nesse pensamento. Para completar, nenhum leitor pode ter a convicção se o que eu digo é verdade ou choro. Em outras palavras, falemos apenas do que de bom (ou "menos ruim") existe no processo NMVF.
Após finalização de montagem com Roberto Pazos e pausa com amigo Arthur Freitas, filme veio para Salvador, onde já pousou na máquina do editor/designer/fotógrafo/bróder Gustavo Korontai. Curiosamente, aliás, NMVF rodou e rodou para estacionar, veja só, na mesma rua onde mora nosso ator, Lucas Lacerda. Enquanto der, no entanto, manteremos a farsa.
Com gravação e montagem de últimos planos, cuja pendência foi cortesia da chuva no sábado, filme completa o 1% restante e parte para finalização. Ainda assim, qualquer torcida para agilidade do processo é bem-vinda.
Ps: Hoje temos o quarto e último ‘El Clásico’, que começa às 15h45min. Especialmente se tivermos apenas competência e ousadia, e não o "mimimi" de Mourinho, promessa é de coisa fina.
Após finalização de montagem com Roberto Pazos e pausa com amigo Arthur Freitas, filme veio para Salvador, onde já pousou na máquina do editor/designer/fotógrafo/bróder Gustavo Korontai. Curiosamente, aliás, NMVF rodou e rodou para estacionar, veja só, na mesma rua onde mora nosso ator, Lucas Lacerda. Enquanto der, no entanto, manteremos a farsa.
Com gravação e montagem de últimos planos, cuja pendência foi cortesia da chuva no sábado, filme completa o 1% restante e parte para finalização. Ainda assim, qualquer torcida para agilidade do processo é bem-vinda.
Ps: Hoje temos o quarto e último ‘El Clásico’, que começa às 15h45min. Especialmente se tivermos apenas competência e ousadia, e não o "mimimi" de Mourinho, promessa é de coisa fina.
sábado, 23 de abril de 2011
De volta à terra natal
Foto: David Campbell
Peço desculpas pelos mais de dez dias sem texto, se é que ainda tenho algum leitor depois de quase quatro meses de embromação, digo montagem.
Deu tudo certo neste hiato, incluindo aí uma luxação exposta (sim, luxação esposta!) no dedão do pé de nosso Roberto Pazos, o que o leva a oito dias sem sair da cama. Mas como NMVF já ficou um mês sem mudar um quadro, oito dias são moleza, especialmente porque maior pendência, a trilha sonora, já foi devidamente encaixada.
Montagem deve estar 100% pronta até a primeira metade de maio, espero. Em conversa com Tiago (o Cavalcanti), com base na única imagem-pendência, imagino que em meados do mês cinco estejamos com o filme pronto para finalização. A de áudio já temos, no Estúdio Jinga, a de vídeo buscamos.
Gostaria de terminar filme em tempo de inscrevê-lo no Panorama Internacional Coisa de Cinema, que acontece de 2 a 9 de junho em Salvador, mas inscrições só vão até semana que vem, dia 27. Verdade que até lá temos 99% de montagem pronta, talvez até um 100% aproximado, mas com áudio e vídeo ainda por serem finalizados, o que ainda toma algumas semanas.
Como projeto me chama de volta há algum tempo, devo finalizar o 1% restante de montagem em Salvador. Enfim, NMVF volta à terra natal.
Ps: Volto a usar fotos para posts em homenagem ao roubo de carro no Parque Costa Azul, nossa principal locação. Não faltam matérias sobre na internet, e rola até um vídeo com mais de dez minutos. Como diria o outro, "barril".
Peço desculpas pelos mais de dez dias sem texto, se é que ainda tenho algum leitor depois de quase quatro meses de embromação, digo montagem.Deu tudo certo neste hiato, incluindo aí uma luxação exposta (sim, luxação esposta!) no dedão do pé de nosso Roberto Pazos, o que o leva a oito dias sem sair da cama. Mas como NMVF já ficou um mês sem mudar um quadro, oito dias são moleza, especialmente porque maior pendência, a trilha sonora, já foi devidamente encaixada.
Montagem deve estar 100% pronta até a primeira metade de maio, espero. Em conversa com Tiago (o Cavalcanti), com base na única imagem-pendência, imagino que em meados do mês cinco estejamos com o filme pronto para finalização. A de áudio já temos, no Estúdio Jinga, a de vídeo buscamos.
Gostaria de terminar filme em tempo de inscrevê-lo no Panorama Internacional Coisa de Cinema, que acontece de 2 a 9 de junho em Salvador, mas inscrições só vão até semana que vem, dia 27. Verdade que até lá temos 99% de montagem pronta, talvez até um 100% aproximado, mas com áudio e vídeo ainda por serem finalizados, o que ainda toma algumas semanas.
Como projeto me chama de volta há algum tempo, devo finalizar o 1% restante de montagem em Salvador. Enfim, NMVF volta à terra natal.
Ps: Volto a usar fotos para posts em homenagem ao roubo de carro no Parque Costa Azul, nossa principal locação. Não faltam matérias sobre na internet, e rola até um vídeo com mais de dez minutos. Como diria o outro, "barril".
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Chá de espera e de câmera
Antes da boa nova, adianto que Roberto Pazos viajou e só voltamos a trocar ideia na terça-feira (12), o que nos leva à conclusão de que NMVF (pretendo chamar o filme assim agora), definitivamente, prefere o descanso ao estresse. Parêntese feito, a notícia bacana é que, extra-oficialmente, montagem chegou ao fim. Eu revi, Pazos reviu, e – uma vez que o filme não pode ser todo refilmado – poréns ou detalhes só podem ser corrigidos ou ajustados na finalização.
O “extra-oficialmente” entra na frase porque estamos apenas à espera da trilha sonora, que Thiago Ferreira leva ao estúdio na sexta-feira (8), e de imagens pendentes, que devem chegar até o meio do mês.
Para o primeiro caso, imagino que em dois dias (ou seja, duas manhãs das 9h30min ao meio-dia) consigamos encaixá-la com vídeo, basicamente o mesmo tempo que visualizo para montar parte à espera. Em outras palavras, penso que montagem chega ao fim em, com azar, uma semana útil – e por “semana útil” entenda não uma segunda a sexta, ou uma quarta a terça, mas cinco dias de montagem.
Antes disso, contudo, temos um imperdível (bem melhor que o chá de espera que todos do filme têm tomado) “Chá de Câmera”.
O bom de David, cujo equipamento (câmera, lentes e flash) não acertou mais o caminho de casa após ter sido deixado em táxi, é que rapaz não ficou de mimimi, costume bem comum no país (e no estado) que amo e não deixo. No próximo dia 14 (quinta-feira) rola o Campbell’s Festival, que apesar do nome talvez remeter a gente encharcada de uísque, é evento onde teremos, além do roquenrol, exposição e venda de fotografias do rapaz. Espero ir, mesmo que volte no domingo para continuar montagem de NMVF. Até porque, convenhamos, muito do que o filme tem de bom é mérito dele. Defendo todos lá.domingo, 27 de março de 2011
Caminho sem volta
Depois de boa fase sobrar até para equipe, já que David Campbell viu todo seu equipamento escafeder-se após corrida de táxi, coisas começaram a melhorar – até porque elas teriam que fazer muito esforço para piorar.
Em meio a contratempos, editamos apenas na quarta e na quinta, mas idéia é não falhar um dia essa semana. Obviamente, não dá para cobrar o mesmo ritmo que tinha com Igor, em parte porque Roberto não conhecia material, mas principalmente porque nosso tempo é bem menor – se em Salvador montávamos das 14 às 20h, agora vamos das 9h30 às 12h.
Em meio a contratempos, editamos apenas na quarta e na quinta, mas idéia é não falhar um dia essa semana. Obviamente, não dá para cobrar o mesmo ritmo que tinha com Igor, em parte porque Roberto não conhecia material, mas principalmente porque nosso tempo é bem menor – se em Salvador montávamos das 14 às 20h, agora vamos das 9h30 às 12h.
Em termos de conteúdo, assumi de vez retorno à ideia inicial. Não sei se por conformismo ou costume, ou se por uma mistura de pessimismo com auto-crítica, para mim decisões são baseadas no “temos que escolher qual desses problemas assumir”. Definição de tom parece ter atingido caminho sem volta.
Como boa nova, Roberto me veio com sacada monumental, que corrige algo que via como problema, e a princípio soa até melhor que ideia original. Só nos falta ver se será possível - o que só devo descobrir ao longo da semana.
Salvador, representada por projeto e por saudade, já me chama de volta. Itabuna e Ilhéus, em meio a amigos e momentos característicos, incluindo aí clássicos “nunca mais vou beber” (dos outros, lógico), já esboçam um até logo. Se por um lado produto final deve ficar pronto só em junho, caso tudo dê certo, edição caminha para seu fim já em abril. Nunca mais vou filmar, ou pelo menos sua montagem, já inicia contagem regressiva.
domingo, 20 de março de 2011
Do Japão à Uesc
Desde semana passada, não falar no Japão pode levar uma pessoa a ganhar vários adjetivos bacanas, de alienada a frívola, para ficar apenas nos mais sutis. Não sei se por preguiça, limitação ou estupidez, me vejo incapaz de fazer algo além de torcer para que aquilo acabe, e não me vejo com quase nada a dizer além do que já foi dito – dentro do pouco que vi. Se por um lado não me orgulho da postura, ainda que ela venha acompanhada de outros adjetivos desagradáveis, me soa honesta.
No entanto, ainda pelo Japão, no início da semana vi um vídeo que até postei no Facebook. Em meio ao bombardeio de imagens que mostram a natureza em fúria e plasticidade que ultrapassam os maiores (em tamanho) filmes-catástrofe, a que mais me chamou a atenção foi uma sem morte, sem água, sem tremor e sem pessoas. Com uma câmera e dois seres, a cena vai contra o inevitavelmente egoísta instinto de sobrevivência, e qualquer descrição é limitadora: http://www.youtube.com/watch?v=J3TM9GL2iLI&feature=youtu.be.
Filme
Nas últimas semanas, entre telefone, internet e contato pessoal, algumas pessoas me perguntaram quando o filme fica pronto. Afinal de contas, teoricamente, lá se vão três meses de montagem.
Adoraria dizer para eles que processo tem demorado por edição à la Orson Welles ou Cassavetes, adoraria dizer que perfeccionismo vem de Kubrick. Mas, como diria o festival, é tudo mentira. Lá se vão quase 30 dias desde 25 de fevereiro, a data em que Nunca mais vou filmar foi modificado pela última vez. De desencontros ao carnaval, passando por mudança de cidade e de editor, convite e burocracia, o filme ficou parado.
Verdade que, nessa semana, temos a trilha sonora mais próxima do ideal, mas também é verdade que sequer pude remontar a sequência; ainda que desconfie, não posso comprovar que agora posso encaixá-la melhor.
Imagino que todos (isto é, as quatro pessoas que gostaram do roteiro mais as 15 da equipe) queiram ver o filme, mas não dá para brigar com o acaso – posso apenas lidar com ele.
De qualquer jeito, esclareço que este não é um post desiludido ou decepcionado pelo meio ou processo, pelo contrário. Se assim estivesse, pensamento-mor seria o de acabar a coisa a qualquer custo para fazer outra sem nada a ver, e não já iniciar outro roteiro. Ainda que, antes dele, tenhamos Nunca mais vou filmar. E, não menos importante, a paciência nossa de cada dia.
No entanto, ainda pelo Japão, no início da semana vi um vídeo que até postei no Facebook. Em meio ao bombardeio de imagens que mostram a natureza em fúria e plasticidade que ultrapassam os maiores (em tamanho) filmes-catástrofe, a que mais me chamou a atenção foi uma sem morte, sem água, sem tremor e sem pessoas. Com uma câmera e dois seres, a cena vai contra o inevitavelmente egoísta instinto de sobrevivência, e qualquer descrição é limitadora: http://www.youtube.com/watch?v=J3TM9GL2iLI&feature=youtu.be.
Filme
Nas últimas semanas, entre telefone, internet e contato pessoal, algumas pessoas me perguntaram quando o filme fica pronto. Afinal de contas, teoricamente, lá se vão três meses de montagem.
Adoraria dizer para eles que processo tem demorado por edição à la Orson Welles ou Cassavetes, adoraria dizer que perfeccionismo vem de Kubrick. Mas, como diria o festival, é tudo mentira. Lá se vão quase 30 dias desde 25 de fevereiro, a data em que Nunca mais vou filmar foi modificado pela última vez. De desencontros ao carnaval, passando por mudança de cidade e de editor, convite e burocracia, o filme ficou parado.
Verdade que, nessa semana, temos a trilha sonora mais próxima do ideal, mas também é verdade que sequer pude remontar a sequência; ainda que desconfie, não posso comprovar que agora posso encaixá-la melhor.
Imagino que todos (isto é, as quatro pessoas que gostaram do roteiro mais as 15 da equipe) queiram ver o filme, mas não dá para brigar com o acaso – posso apenas lidar com ele.
De qualquer jeito, esclareço que este não é um post desiludido ou decepcionado pelo meio ou processo, pelo contrário. Se assim estivesse, pensamento-mor seria o de acabar a coisa a qualquer custo para fazer outra sem nada a ver, e não já iniciar outro roteiro. Ainda que, antes dele, tenhamos Nunca mais vou filmar. E, não menos importante, a paciência nossa de cada dia.
quinta-feira, 17 de março de 2011
Murphy e os brasileiros
Foto: Diego Teschi
De longe, mas com léguas de distância para o segundo colocado, nosso melhor amigo tem sido Murphy. Primeiro, após um tempo internado na UTI, o HD morreu. Na verdade, entre a família, é consenso a desconfiança de que ele já tenha chegado sem vida ao hospital – na falta de sinais antecipatórios, parece ter sido fulminante mesmo. Pior ainda se pensarmos que, dois dias depois, Murphy atacou o HD do desktop da casa, cujo diagnóstico foi mais certeiro: morte imediata.
O menos mal é que, no segundo caso, dados foram salvos. No primeiro, o mais importante, apenas eu me estrepei – pouca coisa do filme se perdeu.
No entanto, o que freia Nunca mais vou filmar, além de anotações que se foram com o primeiro falecido, é a incompatibilidade de programa. Inicialmente montado na versão 7.0 do Final Cut, projeto não pôde ser aberto na Uesc, mas imagino que até amanhã tenhamos isto resolvido, para retornarmos à edição na semana que vem. Desde que, obviamente, Murphy não volte a nos visitar.
Para falar de coisa boa, acabo de receber nova trilha sonora de Thiago Ferreira. Lógico que preciso escutá-la mais vezes, reencaixá-la com imagem, e só depois ter uma opinião mais precisa. Mas, de antemão, dá para adiantar que melodia e título (que não revelo por soar spoiler – se é que o filme tem algum) são coisa fina. Mas, assim como nossa amizade com Murphy, isso não é novidade. A vantagem é que nós somos brasileiros: desistimos, mas não sem humor.
De longe, mas com léguas de distância para o segundo colocado, nosso melhor amigo tem sido Murphy. Primeiro, após um tempo internado na UTI, o HD morreu. Na verdade, entre a família, é consenso a desconfiança de que ele já tenha chegado sem vida ao hospital – na falta de sinais antecipatórios, parece ter sido fulminante mesmo. Pior ainda se pensarmos que, dois dias depois, Murphy atacou o HD do desktop da casa, cujo diagnóstico foi mais certeiro: morte imediata.O menos mal é que, no segundo caso, dados foram salvos. No primeiro, o mais importante, apenas eu me estrepei – pouca coisa do filme se perdeu.
No entanto, o que freia Nunca mais vou filmar, além de anotações que se foram com o primeiro falecido, é a incompatibilidade de programa. Inicialmente montado na versão 7.0 do Final Cut, projeto não pôde ser aberto na Uesc, mas imagino que até amanhã tenhamos isto resolvido, para retornarmos à edição na semana que vem. Desde que, obviamente, Murphy não volte a nos visitar.
Para falar de coisa boa, acabo de receber nova trilha sonora de Thiago Ferreira. Lógico que preciso escutá-la mais vezes, reencaixá-la com imagem, e só depois ter uma opinião mais precisa. Mas, de antemão, dá para adiantar que melodia e título (que não revelo por soar spoiler – se é que o filme tem algum) são coisa fina. Mas, assim como nossa amizade com Murphy, isso não é novidade. A vantagem é que nós somos brasileiros: desistimos, mas não sem humor.
terça-feira, 15 de março de 2011
Futebol, montagem e hospital
Foto: Diego Teschi
Oficializamos hoje nossa mais nova parceira. Conscientemente ou não, lá vivi boa parte do que resultou em Nunca Mais Vou Filmar, lá realizei a maior parte de Do Goleiro ao Ponta-esquerda (2008). Com o aval do professor Samuel Leandro Oliveira de Mattos, diretor do Departamento de Letras e Artes (DLA), e do sempre solícito Emiron Gouveia, gerente de laboratórios, a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) é nossa mais recente companheira.
Graças a parceria, seguimos montagem com aquele que foi não apenas professor e orientador em TCC, mas, não posso deixar de citar, freguês de Winning Eleven – o popular uinelévem. Acho que só jogamos uma vez na casa de Jackson, talvez outra na casa de Calabresa, e a verdade é que nem lembro do resultado - mas quero chamá-lo de freguês. Depois de me ter como o pior orientando de todos os tempos daquele semestre, voltamos a trabalhar juntos.
Após etapa com Igor, quem prossegue montagem é Roberto Pazos. Amanhã temos primeiro encontro pós-oficialização, quando ele será apresentado a material bruto. Até final da semana começamos a editar.
Ps1: Salvador já me convoca, estou com saudade, mas preciso de mais algumas semanas aqui.
Ps2: Após consulta, notebook foi internado e encontra-se em estado grave, porém estável. À espera de novidades para amanhã, torcida é bem-vinda.
Ps3: Foto é das poucas remanescentes em computador daqui, mas uso-a também por preguiça – bruto de stills está garantido em backup.
Oficializamos hoje nossa mais nova parceira. Conscientemente ou não, lá vivi boa parte do que resultou em Nunca Mais Vou Filmar, lá realizei a maior parte de Do Goleiro ao Ponta-esquerda (2008). Com o aval do professor Samuel Leandro Oliveira de Mattos, diretor do Departamento de Letras e Artes (DLA), e do sempre solícito Emiron Gouveia, gerente de laboratórios, a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) é nossa mais recente companheira.Graças a parceria, seguimos montagem com aquele que foi não apenas professor e orientador em TCC, mas, não posso deixar de citar, freguês de Winning Eleven – o popular uinelévem. Acho que só jogamos uma vez na casa de Jackson, talvez outra na casa de Calabresa, e a verdade é que nem lembro do resultado - mas quero chamá-lo de freguês. Depois de me ter como o pior orientando de todos os tempos daquele semestre, voltamos a trabalhar juntos.
Após etapa com Igor, quem prossegue montagem é Roberto Pazos. Amanhã temos primeiro encontro pós-oficialização, quando ele será apresentado a material bruto. Até final da semana começamos a editar.
Ps1: Salvador já me convoca, estou com saudade, mas preciso de mais algumas semanas aqui.
Ps2: Após consulta, notebook foi internado e encontra-se em estado grave, porém estável. À espera de novidades para amanhã, torcida é bem-vinda.
Ps3: Foto é das poucas remanescentes em computador daqui, mas uso-a também por preguiça – bruto de stills está garantido em backup.
sábado, 5 de março de 2011
De mudança
Enfim consegui falar com Roberto e suas férias. Desconfiava que seu não retorno sobre o filme significava que ou ele tinha detestado o que viu, ou tinha assistido e esquecido de falar sobre. Fosse como fosse, continuo sem ver muita diferença entre fazer algo ruim e outro facilmente esquecível. Mas, como disse, matei a dúvida.
Ele veio com ressalvas, espero que entre outros motivos porque versão recebida foi a primeira, aquela coisa medonha que me deprime só pela lembrança. No entanto, uma das coisas que o agradou foi a sequência que mais o preocupava. “Gostei da maneira como montou ela”, disse, antes de ouvir uma resposta que talvez ele não esperava. “Mudei ela quase toda”.
Fomos um pouco além na conversa, mas logo mudamos para o futebol, até por combinarmos de assistir ao último corte (temporário) juntos. Embora mais de 700 quilômetros nos separassem na quinta, hoje distância caiu para 200 e pouco, e no final da semana que vem estaremos os dois em Itabuna. Final de montagem, assim como gravação da trilha sonora definitiva, acontecem entre ela e a vizinha Ilhéus. Prefiro não adiantar nada sobre processo, também porque é carnaval e texto já está longo demais.
Um descanso, ou algo que se passe por ele, é bem-vindo a muita gente, incluindo aí o filme. Boa folia a todos, inclusive aos que não são dela.
Ele veio com ressalvas, espero que entre outros motivos porque versão recebida foi a primeira, aquela coisa medonha que me deprime só pela lembrança. No entanto, uma das coisas que o agradou foi a sequência que mais o preocupava. “Gostei da maneira como montou ela”, disse, antes de ouvir uma resposta que talvez ele não esperava. “Mudei ela quase toda”.
Fomos um pouco além na conversa, mas logo mudamos para o futebol, até por combinarmos de assistir ao último corte (temporário) juntos. Embora mais de 700 quilômetros nos separassem na quinta, hoje distância caiu para 200 e pouco, e no final da semana que vem estaremos os dois em Itabuna. Final de montagem, assim como gravação da trilha sonora definitiva, acontecem entre ela e a vizinha Ilhéus. Prefiro não adiantar nada sobre processo, também porque é carnaval e texto já está longo demais.
Um descanso, ou algo que se passe por ele, é bem-vindo a muita gente, incluindo aí o filme. Boa folia a todos, inclusive aos que não são dela.
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Bem pior
Hoje temos talvez o corte mais radical de Nunca mais vou filmar. Não que ele revolucione alguma coisa, pois sequer tem essa pretensão, mas o que trouxe para casa na sexta-feira (25) parece outra coisa. Se compará-lo àquela vaga lembrança do que poderia remeter a um esboço de um curta-metragem que ainda precisava de cuidados, se compará-lo àquela versão de 26 de janeiro, mal parece o mesmo diretor.
Em outras palavras, a montagem tem se mostrado tão penosa (embora encontros sejam bissextos, lá se vão dois meses de edição) quanto fascinante.
Momento pouco agradável foi partir para encontro com Igor com duas salvações, duas certezas, e perceber que estava errado. Uma traria mudança de tom em desarmonia com o filme, a outra foi impedida por “problemas técnicos”, que podem ser traduzidos como “deu merda!" em algo no plano ou no corte.
Decepção à parte, o importante é não estarmos mais em busca de como montar, mas sim da melhor maneira de fazê-lo. Caso queira outro sopro de otimismo, se versão atual e de mês passado parecem filmes de diretores diferentes, dá para dizer que aquele era bem, mas bem pior.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Homicidas frustrados
Foto: Diego Teschi
Após nove dias de folgas forçadas, ou apesar deles, muita coisa mudou.
O filme que deixamos hoje na ilha de edição (e que não trouxe para casa porque ainda não dá para chamar mudanças de um novo corte) é bem diferente da última versão.
Não sei também se por causa da pausa, ou se devido à proximidade do fim da montagem, eu e Igor chegamos na fase em que a qualquer momento esganaremos o outro. Geralmente um ganha no desejo, seja por querer tentar outra coisa, seja por defender uma ideia já usada, mas a recíproca é sempre verdadeira.
O bacana é que clima nos deixa ligados, e que essencial está claro: não adianta lutar pela prova que “estou certo”, não adianta frisar o “eu avisei” ou “era como eu disse”, se não ajudar o filme. Graças a este pensamento, aliás, pelo menos até o fim da montagem, acho que continuaremos homicidas frustrados. Cada vez melhor, ou para mim mais apresentável, filme agradece.
Após nove dias de folgas forçadas, ou apesar deles, muita coisa mudou.O filme que deixamos hoje na ilha de edição (e que não trouxe para casa porque ainda não dá para chamar mudanças de um novo corte) é bem diferente da última versão.
Não sei também se por causa da pausa, ou se devido à proximidade do fim da montagem, eu e Igor chegamos na fase em que a qualquer momento esganaremos o outro. Geralmente um ganha no desejo, seja por querer tentar outra coisa, seja por defender uma ideia já usada, mas a recíproca é sempre verdadeira.
O bacana é que clima nos deixa ligados, e que essencial está claro: não adianta lutar pela prova que “estou certo”, não adianta frisar o “eu avisei” ou “era como eu disse”, se não ajudar o filme. Graças a este pensamento, aliás, pelo menos até o fim da montagem, acho que continuaremos homicidas frustrados. Cada vez melhor, ou para mim mais apresentável, filme agradece.
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Tudo certo - dentro do impossível
Deu tudo certo, a princípio.
Verdade que eu e Igor não pudemos nos encontrar ontem, assim como é verdade que me parece impossível, passados dois meses das filmagens, ter um clima sedutor para regravar dois minutos de áudio e um plano de vídeo.
Verdade que eu e Igor não pudemos nos encontrar ontem, assim como é verdade que me parece impossível, passados dois meses das filmagens, ter um clima sedutor para regravar dois minutos de áudio e um plano de vídeo.
Por toparem ideia broxante, deixo aqui um “muito obrigado” público a David, Bruna e Lucas.
Os três, inclusive, assistiram ao último corte do filme, o segundo na prática, e fizeram algumas observações. Só não me peça para falar sobre num fim de tarde de sábado como hoje, com sol e calor na soterópolis.
Satisfação dada, que todos tenham um bom resto de final de semana.
Satisfação dada, que todos tenham um bom resto de final de semana.Ps: A imagem do El País é do jogo que foi, como esperado, 90 e poucos minutos de um monumento que merece ser tombado como patrimônio da humanidade. Espero ainda fazer um filme do mesmo nível.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Entre segunda e amanhã
Foto: Lica Ornelas
Se tudo der certo, amanhã resolvemos as últimas pendências que hoje seguram a montagem de Nunca mais vou filmar. Um áudio aqui e um plano ali se juntam em prol do filme e, espero, vamos para o início do fim.
Verdade que ele é apenas mais um início de mais um fim, como também é verdade que ainda falta a trilha sonora, mas vamos por partes. Em primeiro lugar, a finalização de áudio e vídeo exigem bem menos de minha cabeça, que agradece a pausa. E a música, que nunca foi dor de cabeça, já foi discutida o suficiente com Thiago Ferreira. Essa madrugada, inclusive, ele transformou a caixa de e-mails em um MSN, mas por uma ótima causa.
Mas e o filme, cara pálida?
Até a segunda, tínhamos um problema. (Na verdade temos vários, mas esse me chateava mais por ser uma solução transformada em problema.) Existia uma parte de um plano que me soava fabulosa, mas que, desde o início, se assumiu completamente antissocial. Não conseguia encaixar aquele trecho em canto nenhum, ele parecia fadado ao lixo, e eu à depressão. Até que Igor me veio com a sugestão de “encaixar aquele plano aqui e cortar pra lá”.
Na verdade, as aspas são figurativas, não faço ideia do que ele disse, mas ao concordar que podíamos fazer aquilo, não me segurei: “você salvou o filme”. Por mais que exista uma inevitável dose de exagero, foi o melhor momento da segunda-feira (14), o último dia que nos encontramos.
É possível que muita gente sequer faça ideia de qual plano seja, no fim das contas. Se for o caso, sinal de que funcionou.
Ps: quem me ler imediatamente após a postagem, e gostar, não se esqueça de Arsenal x Barcelona. É agora às 16h30min, hora de Salvador. Mais que o jogo, tem potencial para ser o confronto (ida e volta) do ano.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
17 horas, em Salvador
Foto: David Campbell
17h, rua Adelaide Fernandes da Costa, bairro Costa Azul. Nesse horário, a visão é a mesma quase todos os dias letivos do ano. Pelo menos ali, na altura do Colégio e da Biblioteca Tales de Azevedo. Meio mundo de gente com farda, ou ligado a um dos dois, zanzando de um lado para outro. A diferença é que, entre 20 e 22 de dezembro, a rotina dessas pessoas foi mudada por outras 13, ajudadas uma câmera.
Ontem passei por lá nessa hora e, em meio à sensação de déjà vu, divaguei um bocado.
Primeiro veio à mente a maluquice de, em 11 horas úteis e com uma só câmera, conseguir 20 minutos de filme; é como fazer um longa de uma hora e quarenta com uma semana de filmagem. Para completar, também é verdade que ter um primeiro (que pode até ser chamado de terceiro) corte após sete dias de montagem é para poucos.
Em outras palavras, poderíamos ganhar vários prêmios de agilidade. Mas, em termos práticos, eles não fazem sentido algum. Nem servem de consolo.
Desculpas, explicações e satisfações são bons para extras de DVD e para blogs, mas desculpas, explicações e satisfações, assim como os extras de DVD e blogs direcionados, só existem por causa dos filmes. Eles que importam, e eles vão além de qualquer competição (principalmente de agilidade), coisa que o cinema não é, embora muita gente queira transformar a arte num ringue de vale-tudo. De vale-tudo não pela arte, o que pode ser válido, mas pelos prêmios, o que me soa mesquinho.
Sim, uma semana sem editar, justificada por pausa inevitável, já deu ao filme o tempo necessário para respirar. Não vejo a hora de acabá-lo, existe um óbvio cansaço, mas relembrar todo o processo me fez sentir faltar dele. Sacana, ele.
Ps: A partir de hoje, no canto direito (abaixo de "arquivo"), deixo uma área só para gente bacana que escreve sobre cinema e sobre filmes. Podem ir, sem medo.
17h, rua Adelaide Fernandes da Costa, bairro Costa Azul. Nesse horário, a visão é a mesma quase todos os dias letivos do ano. Pelo menos ali, na altura do Colégio e da Biblioteca Tales de Azevedo. Meio mundo de gente com farda, ou ligado a um dos dois, zanzando de um lado para outro. A diferença é que, entre 20 e 22 de dezembro, a rotina dessas pessoas foi mudada por outras 13, ajudadas uma câmera.Ontem passei por lá nessa hora e, em meio à sensação de déjà vu, divaguei um bocado.
Primeiro veio à mente a maluquice de, em 11 horas úteis e com uma só câmera, conseguir 20 minutos de filme; é como fazer um longa de uma hora e quarenta com uma semana de filmagem. Para completar, também é verdade que ter um primeiro (que pode até ser chamado de terceiro) corte após sete dias de montagem é para poucos.
Em outras palavras, poderíamos ganhar vários prêmios de agilidade. Mas, em termos práticos, eles não fazem sentido algum. Nem servem de consolo.
Desculpas, explicações e satisfações são bons para extras de DVD e para blogs, mas desculpas, explicações e satisfações, assim como os extras de DVD e blogs direcionados, só existem por causa dos filmes. Eles que importam, e eles vão além de qualquer competição (principalmente de agilidade), coisa que o cinema não é, embora muita gente queira transformar a arte num ringue de vale-tudo. De vale-tudo não pela arte, o que pode ser válido, mas pelos prêmios, o que me soa mesquinho.
Sim, uma semana sem editar, justificada por pausa inevitável, já deu ao filme o tempo necessário para respirar. Não vejo a hora de acabá-lo, existe um óbvio cansaço, mas relembrar todo o processo me fez sentir faltar dele. Sacana, ele.
Ps: A partir de hoje, no canto direito (abaixo de "arquivo"), deixo uma área só para gente bacana que escreve sobre cinema e sobre filmes. Podem ir, sem medo.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Críticas e prazos
Foto: Diego Teschi
Já temos algo mais parecido com um filme. Embora nossas indicações (minhas e de Igor) tratem essa versão como terceiro corte, ao rever material com Tiago, discordamos. Ou melhor, concordamos ao discordar e chegar à conclusão – quase ao mesmo tempo – que este atual é, de fato, o primeiro corte.
No início tínhamos pedaços em busca de um todo a ser descoberto, agora temos um filme que parte para a busca de seu melhor. Antes tentava montar algo minimamente apresentável, com um mínimo possível de falhas grotescas; agora ponderamos o que existe de ruim ou de não tão bom e vemos até que ponto pode ser melhorado. O filme já tem corpo, já tem vida própria, está cheio de manias, aliás. Suas vontades começam a aparecer antes de percebermos. É bom.
Prazos
Em conversa com Tiago, baseado no que ainda temos pendentes, disse que espero estar com o filme pronto no início de março. “Gosto de seu otimismo”, ele respondeu. Ao tentar re-explicar o porquê de minha ideia, com pendência de novos cortes, trilha sonora, regravação, e finalização de áudio e vídeo, ele voltou a repetir que gostava de meu otimismo. Talvez faça sentido, talvez só vejamos o resultado em fim de abril, dezembro, ou até, quem sabe, na Copa de 2014.
De volta ao resultado, as críticas dos amigos João Daniel e Robyson são válidas, até pelas diferentes relações com o filme. O primeiro conheceu até uma das últimas versões do roteiro, o segundo tinha apenas uma vaga ideia do que ele tratava.
Uma notícia que pode ser vista como boa é que, mesmo longe do que o filme pode ter de melhor, resultado atual é dezenas de vezes superior ao do último dia 26. Espero seguir nessa toada e, daqui a um mês, olhar para material de hoje e tratá-lo como o que espero que ele seja: a vaga lembrança do que pode remeter a um esboço de um curta-metragem que ainda precisa de cuidados.
Já temos algo mais parecido com um filme. Embora nossas indicações (minhas e de Igor) tratem essa versão como terceiro corte, ao rever material com Tiago, discordamos. Ou melhor, concordamos ao discordar e chegar à conclusão – quase ao mesmo tempo – que este atual é, de fato, o primeiro corte.No início tínhamos pedaços em busca de um todo a ser descoberto, agora temos um filme que parte para a busca de seu melhor. Antes tentava montar algo minimamente apresentável, com um mínimo possível de falhas grotescas; agora ponderamos o que existe de ruim ou de não tão bom e vemos até que ponto pode ser melhorado. O filme já tem corpo, já tem vida própria, está cheio de manias, aliás. Suas vontades começam a aparecer antes de percebermos. É bom.
Prazos
Em conversa com Tiago, baseado no que ainda temos pendentes, disse que espero estar com o filme pronto no início de março. “Gosto de seu otimismo”, ele respondeu. Ao tentar re-explicar o porquê de minha ideia, com pendência de novos cortes, trilha sonora, regravação, e finalização de áudio e vídeo, ele voltou a repetir que gostava de meu otimismo. Talvez faça sentido, talvez só vejamos o resultado em fim de abril, dezembro, ou até, quem sabe, na Copa de 2014.
De volta ao resultado, as críticas dos amigos João Daniel e Robyson são válidas, até pelas diferentes relações com o filme. O primeiro conheceu até uma das últimas versões do roteiro, o segundo tinha apenas uma vaga ideia do que ele tratava.
Uma notícia que pode ser vista como boa é que, mesmo longe do que o filme pode ter de melhor, resultado atual é dezenas de vezes superior ao do último dia 26. Espero seguir nessa toada e, daqui a um mês, olhar para material de hoje e tratá-lo como o que espero que ele seja: a vaga lembrança do que pode remeter a um esboço de um curta-metragem que ainda precisa de cuidados.
sábado, 5 de fevereiro de 2011
O inferno que vem de dentro
A pergunta remete aos tempos de Moisés, provavelmente. "Como diretor, faz seu filme para você ou para o público?"
Com uma sabedoria que também remete à Arca, em resposta a outra pergunta, Edgard Navarro resumiu melhor do que qualquer que eu tenha lido, visto ou ouvido até hoje. "Ibope nenhum salva ninguém do inferno que vem de dentro".
A entrevista, na íntegra, pode ser conferida aqui, no sempre ótimo blog de Antonio Nahud, O Falcão Maltês: http://ofalcaomaltes.blogspot.com/2011/02/edgard-navarro-o-indomavel-bom-moco.html
Ps: Sobre o filme, estamos no terceiro corte, que a partir de agora tende a mudar apenas detalhes. Em breve espero falar dele, que já me agrada bem mais.
Com uma sabedoria que também remete à Arca, em resposta a outra pergunta, Edgard Navarro resumiu melhor do que qualquer que eu tenha lido, visto ou ouvido até hoje. "Ibope nenhum salva ninguém do inferno que vem de dentro".
A entrevista, na íntegra, pode ser conferida aqui, no sempre ótimo blog de Antonio Nahud, O Falcão Maltês: http://ofalcaomaltes.blogspot.com/2011/02/edgard-navarro-o-indomavel-bom-moco.html
Ps: Sobre o filme, estamos no terceiro corte, que a partir de agora tende a mudar apenas detalhes. Em breve espero falar dele, que já me agrada bem mais.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Reciclagem (ou o retorno dos que não foram)
Foto: Diego Teschi
Ontem saí bem mais satisfeito, curiosamente, graças também ao que já tinha desistido. Aliás, toda a edição de ontem foi atípica. Vivi um dia de Igor, que pegou o meu papel. Ele vinha com ideias, para ele sempre possíveis, enquanto eu citava o cigarro, a cerveja, a mão, o calango, enfim, tudo que pudesse resultar em problema de continuidade. Fiquei obsessivo com o encaixe e a suavização, ele com as atuações e o enquadramento. Foi ótimo para o filme, e tornou o processo mais leve, divertido até. Só tive certeza que nós dois continuávamos nós dois, e não o outro, na primeira pausa para o café. Se ele continuava com a eterna e insaciável saudade da cafeína (já tenho vícios demais, obrigado), aquilo provavelmente não passava de uma ilusão.
Curioso também como, após a desistência de minha ideia inicial, eu volto a ela, o que me parece bom. Sinto que processo está menos "manipulador" (não peçam detalhes, por favor), ou pelo menos me passa essa impressão, que é o que importa. Prova disso é que, como disse acima, passei a usar um plano que já estava com a passagem comprada para o lixo.
Existia um trecho do roteiro que, se por um lado me soava como um dos que inicialmente mais me agradava, por outro "não bateu". Dos ensaios até o segundo dia de gravação, não me convencia, e foi uma das poucas coisas enfatizadas por Roberto como um problema (o rapaz é educado). Só tínhamos mais uma dia, e provavelmente mais dois planos daquela sequência, mas conversei com Bruna e disse para ela mudar o raciocínio e a ordem, trocar introdução com conclusão, e improvisar do jeito dela.
O porém é que, no primeiro take após isso, não sei se ela esqueceu ou se Lucas não deixou, mas fato é que, embora tenham mantido parte do texto que para mim não funcionava mais, os dois reagiram maravilhosamente. Eles fizeram o que fazem os melhores atores: pegam um texto que, a princípio não funciona, e tornam bom. Para completar o lado positivo, é um dos momentos em que David melhor aproveita a luz e a câmera.
Não dá para dizer que temos um segundo corte, até porque parte da penúltima sequência tem erro grotesco, que eu e Igor, ao reeditá-la às pressas, deixamos passar. Seja como for, essa versão já está nas mãos de Thiago Ferreira. Por vários motivos, entre eles tempo, preferi mandar para ele um link onde possa baixar o filme em baixa resolução. Um arquivo que em Full HD deve ter vários GB, foi resumido a 96MB. Mas, como já conhece o roteiro, e como encaixe de esboço de trilha já ficou perfeito sem ele ter visto nada das filmagens, imagino que seja suficiente.
Hoje é dia de Iemanjá, de Rio Vermelho - ainda que seja de textos também. Amanhã eu e Igor voltamos à ativa.
Ontem saí bem mais satisfeito, curiosamente, graças também ao que já tinha desistido. Aliás, toda a edição de ontem foi atípica. Vivi um dia de Igor, que pegou o meu papel. Ele vinha com ideias, para ele sempre possíveis, enquanto eu citava o cigarro, a cerveja, a mão, o calango, enfim, tudo que pudesse resultar em problema de continuidade. Fiquei obsessivo com o encaixe e a suavização, ele com as atuações e o enquadramento. Foi ótimo para o filme, e tornou o processo mais leve, divertido até. Só tive certeza que nós dois continuávamos nós dois, e não o outro, na primeira pausa para o café. Se ele continuava com a eterna e insaciável saudade da cafeína (já tenho vícios demais, obrigado), aquilo provavelmente não passava de uma ilusão.Curioso também como, após a desistência de minha ideia inicial, eu volto a ela, o que me parece bom. Sinto que processo está menos "manipulador" (não peçam detalhes, por favor), ou pelo menos me passa essa impressão, que é o que importa. Prova disso é que, como disse acima, passei a usar um plano que já estava com a passagem comprada para o lixo.
Existia um trecho do roteiro que, se por um lado me soava como um dos que inicialmente mais me agradava, por outro "não bateu". Dos ensaios até o segundo dia de gravação, não me convencia, e foi uma das poucas coisas enfatizadas por Roberto como um problema (o rapaz é educado). Só tínhamos mais uma dia, e provavelmente mais dois planos daquela sequência, mas conversei com Bruna e disse para ela mudar o raciocínio e a ordem, trocar introdução com conclusão, e improvisar do jeito dela.
O porém é que, no primeiro take após isso, não sei se ela esqueceu ou se Lucas não deixou, mas fato é que, embora tenham mantido parte do texto que para mim não funcionava mais, os dois reagiram maravilhosamente. Eles fizeram o que fazem os melhores atores: pegam um texto que, a princípio não funciona, e tornam bom. Para completar o lado positivo, é um dos momentos em que David melhor aproveita a luz e a câmera.
Não dá para dizer que temos um segundo corte, até porque parte da penúltima sequência tem erro grotesco, que eu e Igor, ao reeditá-la às pressas, deixamos passar. Seja como for, essa versão já está nas mãos de Thiago Ferreira. Por vários motivos, entre eles tempo, preferi mandar para ele um link onde possa baixar o filme em baixa resolução. Um arquivo que em Full HD deve ter vários GB, foi resumido a 96MB. Mas, como já conhece o roteiro, e como encaixe de esboço de trilha já ficou perfeito sem ele ter visto nada das filmagens, imagino que seja suficiente.
Hoje é dia de Iemanjá, de Rio Vermelho - ainda que seja de textos também. Amanhã eu e Igor voltamos à ativa.
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sábado, 29 de janeiro de 2011
Maravilhas do lixo
Foto: Diego Teschi
David soube do primeiro corte, foi para a casa de Igor e assistiu a ele. Quando veio me dar o abraço de parabéns retroativo (não pelo filme, mas pelo aniversário), trouxe também inevitáveis e bem vindas críticas. Ao ouvi-lo, no entanto, percebi que o dirigir é, entre outras coisas, escolher com quem se indispor.
Ele fez suas ponderações, como amigo e diretor de fotografia, do mesmo jeito que Igor faz as dele como montador quando discordamos, e da mesma maneira que toda a equipe fará – ou faria, se visse material agora. Não vejo nada de anormal em querer ver o próprio trabalho bem feito, assim como me soa inevitável que muitos depois me perguntem porque usei esse e deixei de fora aquele plano.
A explicação é simples, ainda que a escolha não seja. Existe o enquadramento, o som, a fotografia, a atuação e o ritmo, apenas para falar em alguns dos pontos a serem analisados agora.
Já tive que jogar no lixo, para falar de exemplos básicos, uma atuação fabulosa e um plano com fotografia magnífica. O culpado pode ser desde um cachorro que resolveu latir incessantemente até o alarme do carro que disparou, passando por um transeunte que escolheu a hora e o lugar exatos. E isso para ficar apenas em casos mais sutis.
Dessa maneira, conto com a compreensão de todos. De antemão, peço desculpas aos que, tenho certeza, se sentirão prejudicados. Mas o que quer que eu faça, e digo isso ciente de toda a pieguice açucarada que ideia pode trazer, faço - ou pelo menos tento fazer - pelo filme.
Ps: Está em pré-estreia e com sessão única em Salvador, nada menos que Tetro (2009), de Francis Ford Coppola (de O Poderoso Chefão e Apocalipse Now). Às 21h30min, no UCI Multiplex Iguatemi. Ainda não vi, mas - também pela real possibilidade de ele não ser promovido a estreia - é com certeza o "quero ver" da semana.
David soube do primeiro corte, foi para a casa de Igor e assistiu a ele. Quando veio me dar o abraço de parabéns retroativo (não pelo filme, mas pelo aniversário), trouxe também inevitáveis e bem vindas críticas. Ao ouvi-lo, no entanto, percebi que o dirigir é, entre outras coisas, escolher com quem se indispor.Ele fez suas ponderações, como amigo e diretor de fotografia, do mesmo jeito que Igor faz as dele como montador quando discordamos, e da mesma maneira que toda a equipe fará – ou faria, se visse material agora. Não vejo nada de anormal em querer ver o próprio trabalho bem feito, assim como me soa inevitável que muitos depois me perguntem porque usei esse e deixei de fora aquele plano.
A explicação é simples, ainda que a escolha não seja. Existe o enquadramento, o som, a fotografia, a atuação e o ritmo, apenas para falar em alguns dos pontos a serem analisados agora.
Já tive que jogar no lixo, para falar de exemplos básicos, uma atuação fabulosa e um plano com fotografia magnífica. O culpado pode ser desde um cachorro que resolveu latir incessantemente até o alarme do carro que disparou, passando por um transeunte que escolheu a hora e o lugar exatos. E isso para ficar apenas em casos mais sutis.
Dessa maneira, conto com a compreensão de todos. De antemão, peço desculpas aos que, tenho certeza, se sentirão prejudicados. Mas o que quer que eu faça, e digo isso ciente de toda a pieguice açucarada que ideia pode trazer, faço - ou pelo menos tento fazer - pelo filme.
Ps: Está em pré-estreia e com sessão única em Salvador, nada menos que Tetro (2009), de Francis Ford Coppola (de O Poderoso Chefão e Apocalipse Now). Às 21h30min, no UCI Multiplex Iguatemi. Ainda não vi, mas - também pela real possibilidade de ele não ser promovido a estreia - é com certeza o "quero ver" da semana.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
O primeiro corte (ou a vaga lembrança...)
Foto: Diego Teschi
A noite do aniversário e o início da madrugada seguinte foram preenchidas na ilha de edição, mas por uma boa causa. Desde 1h da manhã de hoje, quando saí da casa de Igor, temos um primeiro corte. Ou melhor, como prefiro chamá-lo, a vaga lembrança do que pode remeter a um esboço de um curta-metragem que ainda precisa de cuidados.
Ele está com 15 minutos, sem créditos iniciais e finais, o que significa que ficaremos próximos, mas não além dos 20. Mas, agora vem o que importa, como ficou o filme visto?
Sem tratamento de aúdio, sem tratamento de vídeo, sem rever a penúltima sequência após modificações, e sem rever a última sequência depois de montada, tem-se algo cuja base já é definitiva. E essa base, ponderados os poréns, pelo que acabei de ver pela primeira vez, tem salvação. Hoje, no entanto, principalmente devido à ainda forte lembrança dessa visita ao material, vou de trilha sonora.
Embora ela não seja definitiva, a ideia se encaixou maravilhosamente bem. E o efeito prolongado da música de Thiago (Ferreira, não o Tiago, Cavalcanti), ainda sem nome, parece o de boa parte das músicas de Thin Lizzy comigo. Falo de Thin Lizzy porque voltei a ouvi-los recentemente, mas imagino que eles possam ser substituídos por outra banda no caso específico de cada um.
No início, embora tenha percebido algo muito bem acabado, simplesmente não bateu. Veio aquela sensação de "dá para ver que é bom, mas eu não gosto". Uma hora depois (que pode ser uma semana para alguns), todavia, já achei resultado mais forte. Agora me vejo cantarolando empolgado.
Por mais que a música não seja essa, o caminho é. Depois que ele ver a vaga lembrança do que pode remeter a um esboço de um curta-metragem que ainda precisa de cuidados, garanto que áudio e imagem ganham e muito. Assim como garanto conteúdo no próximo texto.
A noite do aniversário e o início da madrugada seguinte foram preenchidas na ilha de edição, mas por uma boa causa. Desde 1h da manhã de hoje, quando saí da casa de Igor, temos um primeiro corte. Ou melhor, como prefiro chamá-lo, a vaga lembrança do que pode remeter a um esboço de um curta-metragem que ainda precisa de cuidados.Ele está com 15 minutos, sem créditos iniciais e finais, o que significa que ficaremos próximos, mas não além dos 20. Mas, agora vem o que importa, como ficou o filme visto?
Sem tratamento de aúdio, sem tratamento de vídeo, sem rever a penúltima sequência após modificações, e sem rever a última sequência depois de montada, tem-se algo cuja base já é definitiva. E essa base, ponderados os poréns, pelo que acabei de ver pela primeira vez, tem salvação. Hoje, no entanto, principalmente devido à ainda forte lembrança dessa visita ao material, vou de trilha sonora.
Embora ela não seja definitiva, a ideia se encaixou maravilhosamente bem. E o efeito prolongado da música de Thiago (Ferreira, não o Tiago, Cavalcanti), ainda sem nome, parece o de boa parte das músicas de Thin Lizzy comigo. Falo de Thin Lizzy porque voltei a ouvi-los recentemente, mas imagino que eles possam ser substituídos por outra banda no caso específico de cada um.
No início, embora tenha percebido algo muito bem acabado, simplesmente não bateu. Veio aquela sensação de "dá para ver que é bom, mas eu não gosto". Uma hora depois (que pode ser uma semana para alguns), todavia, já achei resultado mais forte. Agora me vejo cantarolando empolgado.
Por mais que a música não seja essa, o caminho é. Depois que ele ver a vaga lembrança do que pode remeter a um esboço de um curta-metragem que ainda precisa de cuidados, garanto que áudio e imagem ganham e muito. Assim como garanto conteúdo no próximo texto.
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