quarta-feira, 4 de julho de 2012

O busu e a independência

Pode ser difícil para estrangeiros entenderem, mas a Bahia tem uma independência só dela, o Dois de Julho. 

Pouco depois do São João e esse ano numa segunda-feira, ela tornou a semana devagar e o final de semana morto. Passada a festa e o feriadão, na espera de ter um ou outro leitor, enfim volto para cá. 

Ontem participei da gravação do curta Bordel, TCC de Mila Carillo, que cito em O Barcelona e a aula de atuação. Vai ficar lindo. Já conhecia roteiro, mas vê-lo filmado empolgou mais. Tem potencial pra se dar bem em festivais, e varrer universitários. Podem anotar. 

Sobre NMVF e Cambuquira, estou em Itabuna, 450 quilômetros mais perto, e ainda assim há mais de mil de onde gostaria de estar entre 11 e 15 de julho. Não poderei ir, mas é possível que Roberto Cotta consiga em cima da hora, direto de BH, onde ele em breve ele apresenta tese do mestrado, e onde recentemente foi aprovado para o doutorado em cinema na UFMG.

Se tudo der certo, ele pega um busu na hora do almoço e chega em tempo da sessão, que acontece no dia 11, quarta-feira, às 20h30. 

Amigos e amigas cariocas e paulistas, Cambuquira fica perto de vocês também. Apareçam. Roberto, adiante seu lado.

sábado, 23 de junho de 2012

A Mosca e Zidane

23 de junho é um dia abençoado.

Primeiro por ser o aniversário de Zidane, esse monstro de elegância que hoje completa 40 anos. Depois porque
NMVF foi selecionado nele para a Mostra Brasil da Mosca 7, a 7ª Mostra Audiovisual de Cambuquira, que acontece de 11 a 15 de julho, em Cambuquira-MG.

A definição veio anteontem, recebi e-mail no fim dessa noite, o que na prática significa que só li hoje. Não podia perder o gancho.

De volta ao filme, já que quase todo mundo tira folga no São João, pelo menos aqui no Nordeste, depois trago novidades dele. Sobre o festival, a lista dos selecionados pode ser vista aqui.

terça-feira, 5 de junho de 2012

O que é que tá rolando?

O que aconteceu desde o Barcelona e a aula de atuação?

NMVF continua em busca de festivais, mas não tem agradado as curadorias com quem trocou ideia. Rola também um misto de esquecimento com falta de tempo, o que tem me agradado menos ainda. Mas faz parte também de futuro, o que comento adiante.

Sobre equipe, Bruna e Lucas voltaram com a peça Meu Nome é Mentira, no Teatro Castro Alves, o TCA. Inclusive, estou quase vizinho dele, terminei mudança, gosto do ambiente e do entorno misturado. De volta à peça, vi quando estava em cartaz na Escola de Teatro, é ótima. Só não sei se permanece aqui.

Lucas também está na Salmo 91, acho que na Sala do Coro do TCA, e Bruna está na SMS (Saga da Memória Soteropolitana), no CineCena Unijorge. Não vi nenhuma das duas, mas deve valer a pena por eles.

Soube por Naty que David foi fotografar a luta de Popó em Punta del Este. Brocou!, meu caro. No dia em que cruzar Rocky Balboa (se brincar, gosto mais até do último que do primeiro) e Touro Indomável para um resultado soteropolitano, já sei quem chamar.

Do restante da equipe, contato só por telefone ou internet, com Roberto (em BH), Lica, Guiu e Tiago. Pessoalmente, há semanas não encontro ninguém. Quando se tem pouco tempo, Salvador parece maior que Nova Iorque.

Ainda assim, espero manter boa parte da equipe para outro projeto, amadurecendo. Hoje ele tem vários nomes, em busca de um só. Bom é que Oficina de Roteiro, com Clarissa Rebouças, ajudou um bocado. Agora é voltar a ele. E continuar investindo na carreira de NMVF.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

O Barcelona e a aula de atuação

Com algum atraso, comento hoje o FeCiBa, ou pelo menos a pequena parte dele que presenciei.

Pude chegar apenas na quinta, já depois da metade do festival, e não vi ou revi muita coisa que gostaria. No entanto, me consola o fato de Premonição, de Pedro Abib, ter levado os prêmios de direção, fotografia e – o que me surpreendeu positivamente – público.

Permaneceu a boa impressão que ficou de ano passado, da sessão comemorativa dos cinco anos da DocDoma, e dá para dizer que foi o melhor curta que vi em Ilhéus. Quando meu pai me perguntou sobre resultado, resumi dizendo que “deu Barcelona”. Ou como disse Tiago Cavalcanti, que também trabalha em Premonição, “Pedro Abib, seu diretor baiano favorito”. Entre os mais jovens, com certeza, embora não possa dizer nada da pessoa dele, que não conheço.

Sobre a sessão de NMVF que acompanhei, foi no início da tarde de quinta-feira, logo depois de quase morrer derretido em frente ao teatro. Se em lançamento minha relação com o filme tinha melhorado, em Ilhéus não tive a mesma satisfação até o dia seguinte, quando calor diminuiu, mas também quando comecei a ouvir outras pessoas.

Amigos, amigos de amigos, ex-professores e até desconhecidos me passaram ou pediram para passar suas impressões. Em um momento comentava com amiga Mila Carillo, que inclusive escreveu uma crítica para o filme aqui, quando ela me apresentou a colega que, assim como ela, fazia a oficina de atuação no Festival. As duas começaram a comentar dos curtas e, testando suas capacidades de assumir um outro personagem, falaram de NMVF.

“Ah, adorei. E ele é muito simples, só dois personagens e tal... até comentei com o pessoal que tá comigo, ele é o outro que a gente mais gostou”, disse com outras palavras a colega dela. Na hora saquei que estavam atuando. Elas disseram que não. Colega continou a elogiar o filme. Mila reiterou que não era combinado, a outra prosseguiu. “Acho que você gosta dele mais do que os amigos de Léo”, resumiu Mila. “Acho que você gosta mais dele do que eu”, fui na onda.

Brincadeira com dose de verdade à parte, desconfio que, talvez, a mocinha realmente tenha curtido o filme. Atuando ou não, ela me convenceu. Fui dormir melhor do que na véspera.

terça-feira, 3 de abril de 2012

O teatro e a vizinhança

Nunca Mais Vou Filmar abre hoje a Mostra Competitiva do FeCiBa, o II Festival de Cinema Baiano. Sessão acontece às 18h30min, no Teatro Municipal de Ilhéus, aquela coisa elegante e intimista que vira septuagenária em dezembro. Ao lado dela, ainda temos o Vesúvio e seus 102 anos de história que não acaba mais.
Infelizmente, só posso chegar lá na manhã do dia da segunda e última exibição do filme. Quem não puder ver hoje, ou quem quiser ver os dois dias, pode vê-lo também na quinta (5), às 14h.
Se achá-lo tosco, medonho, ordinário ou com qualquer qualidade semelhante, passam mais seis curtas na mesma sessão, e mais sete na Mostra 2. Por outro lado, se curti-lo, maravilha. Se quiser votar e fazer propaganda, melhor ainda. Importante é sair de casa e ter sua própria impressão. Que a sessão seja bacana.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Grande Cacau

Passada uma semana de seleção, ensaiei um bocado para escrever sobre primeira resposta positiva que NMVF recebeu depois de finalizado. Pesou o fato de ser a primeira, pesou o fato de ser um festival baiano, mas pesou também o fato de ser em Ilhéus, no sul da Bahia.

Na vizinha Itabuna comecei a escrever o esboço de roteiro e anos antes conheci Thiago Ferreira, autor da coisa linda que é a música do curta, que foi gravada a poucos quilômetros, na Uesc. Lá fui aluno e orientando de Roberto Pazos, quem anos depois se tornou um dos montadores e salvadores de NMVF.

Se por um lado é triste não ter Deng (Thiago) na plateia, por outro lado será bacana exibir o curta a poucos minutos de onde ele gravou a música, de onde montamos parte do filme, e de onde conheci muita gente boa, que espero rever.

Não fui para o Festival do ano passado, e ainda não sei como vou fazer nem que dia chego para esse, mas vou. Se você mora no Grande Cacau (Itabuna, Ilhéus, Itacaré, Olivença e proximidades), espero que faça o mesmo. Se não mora, sinta-se à vontade para ir também. Não sou anfitrião, mas dou as boas-vindas. No mínimo você deve curtir Ilhéus, que tem lá seu charme.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Carnaval aquariano

Foto: Diego Teschi

O clima de carnaval se junta ao mais de mês sem texto e juntos me fazem ter certeza quase absoluta de que, pelo menos por alguns dias, converso sozinho.

Desde último post, cópias de NMVF foram para algumas curadorias e fiquei mais velho. No aniversário de 2011, comentei da referência de José Mourinho, nascido no mesmo dia e que, infelizmente, fez bobagens o bastante para admirá-la cada vez menos. Para ficar na direção, Roger Vadim também é de 26 de janeiro, mas também são milhões de outras pessoas, pouco ou muito estúpidas, mais ou menos conhecidas.

Penso que isso não diz nada com relação a talento (queria eu que dissesse!), mas ainda no mesmo signo, melhor lembrança recente é de Truffaut, que completaria 80 anos. Com uma dose de otimismo, é das coisas que me faz querer gostar de astrologia e dos aquarianos.


De caso novo triste nesse período, Ben Gazzara partiu em 3 de fevereiro. Na mesma data em que, 23 anos antes, John Cassavetes deixou o cinema mais pobre. O consolo é que os filmes no céu devem ficar melhores.

Sobre NMVF, ainda espera respostas. De preferência positivas, que podem nunca vir, é verdade, mas a gente vai atrás delas. Um bom carnaval para você aí do outro lado. Ou, como desconfio que não tenho mais nenhum leitor, um bom carnaval para eles, onde quer que estejam.